Tuberculose mata 2 milhões no mundo todos os anos

A Secretaria da Saúde de Sorocaba promoveu na terça-feira (24) mais uma edição da Campanha de Busca do Paciente Sintomático. A estratégia da ação, repetida anualmente, tem como objetivo examinar pessoas que apresentam os sinais da doença e assim identificar novos casos em fase inicial de evolução. A campanha é importante, uma vez que no mundo ocorrem cerca de 2 milhões de óbitos por ano e o Brasil está entre os países que apresentam maior incidência da doença.

Felipe Shikama

A terça-feira (24) foi marcada pelo Dia Mundial da Tuberculose. A data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) foi lançada em 1982, em comemoração aos 100 anos da identificação do Mycobacterium tuberculosis por Robert Koch, e é uma ocasião de mobilização mundial que tem por objetivo alertar a população sobre a doença, que diferente do que muitos pensam, continua matando.

Em Sorocaba, a Prefeitura, por meio da Secretaria da Saúde, promoveu na terça mais uma edição da Campanha de Busca do Paciente Sintomático. A estratégia da ação, repetida anualmente, tem como objetivo examinar pessoas que apresentam os sinais da doença e assim identificar novos casos em fase inicial de evolução. Todos os Centros de Saúde, os Prontoatendimentos e Unidades Pré-hospitalares prestaram esclarecimentos e exames.

De acordo com o secretário da Saúde, Milton Palma, a campanha teve como foco a divulgação e a orientação sobre os sintomas da tuberculose. “Quem apresenta tosse há mais de três semanas deve fazer o exame, que é realizado a partir de uma amostra de escarro. Ninguém deve ficar em dúvida”, orienta o secretário.

Se seguido corretamente, o tratamento garante a cura em prazo de seis meses. “Mas para isso, temos de desenvolver um trabalho intenso junto aos pacientes, pois ao apresentar melhora muitos tendem a achar que não precisam mais do tratamento”, conta Valquíria Rosana Carnio Gomes, coordenadora do Programa.

No mundo ocorrem cerca de 2 milhões de óbitos por ano e o Brasil está entre os países que apresentam maior incidência da doença. No País, são notificados entre 90 mil e 100 mil novos casos por ano, com aproximadamente 6 mil mortes anuais. No Estado de São Paulo, são diagnosticados próximo de 17 mil casos novos ao ano, com 1.500 óbitos.

Em Sorocaba, o Programa de Controle da Tuberculose tem trabalho permanente e é sediado na Policlínica Municipal, mas todos os Centros de Saúde estão habilitados para fazer o exame e a orientação sobre a doença.

Caí o número de casos
O número de casos tem apresentado queda nos últimos anos. Nos últimos quatro anos, foi verificada uma redução de 26,1% nos casos novos em Sorocaba – de 218 em 2005 para 161 em 2008.

Relatório do Ministério da Saúde aponta queda de 24,4% na incidência e 31% nas mortes por tuberculose no país em sete anos. O balanço, fechado com dados de 2007 que serão divulgados nesta terça-feira, confirma essa tendência.
No último ano, foram registrados 72 mil novos casos, com uma média nacional de 38,2 casos por 100 mil habitantes. O levantamento também aponta 4,5 mil mortes em decorrência da doença. No Brasil, 70% dos casos estão concentrados em 315 dos 5.565 municípios. As maiores incidências estão nos estados do Rio de Janeiro (73,27 por 100 mil), Amazonas (67,60), Pernambuco (47,79), Pará (45,69) e Ceará (42,12). A região Centro-Oeste é a que apresenta a menor taxa do país – em Goiás, são 9,57 por 100 mil habitantes. No Distrito Federal, 12,09 por 100 mil.

A incidência entre os homens (cerca de 50 por 100 mil) é o dobro do que entre as mulheres. Já as populações mais vulneráveis são as indígenas (incidência quatro vezes maior do que a média nacional); portadores de HIV (30 vezes maior); presidiários (40 vezes maior); e moradores de rua (60 vezes maior). No entanto, há ocorrências em todos os segmentos da sociedade, independente da renda ou da escolaridade.

Saiba mais sobre a tuberculose?
– A tuberculose é uma doença causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis que afeta vários órgãos do corpo, mas principalmente os pulmões.
– É transmitido pelo ar, quando o paciente tosse, fala ou espirra.
Os principais sintomas são tosse prolongada, cansaço, emagrecimento, febre e sudorese noturna.
– Uma pessoa infectada não se sente doente e não transmite a bactéria, mas pode desenvolver a doença no futuro.   (Fonte: Ministério da Saúde)

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