Em clima pré-eleitoral, Dilma e Serra dividem palanque; Lula prova porque é “o cara”!

Agito

A semana começou agitada. A presença de Lula, Dilma e Serra na (re) inauguração da Case, em Sorocaba, na terça-feira (2) já demandou energia desde segunda. Pormenores burocráticos, relacionados ao credenciamento junto à empresa e a Presidência da República, porém, não esvaziaram a concentração em torno de uma das mais interessantes pautas políticas que já cobri. Afinal, sabia que esta seria a primeira vez que Serra e Dilma dividiriam o mesmo palanque, ladeados por Lula, na corrida eleitoral que, para quem não viu, já começou.

Pisando em ovos

Dilma, é claro, falou dos avanços do PAC, da retomada do crescimento econômico – fator decisivo para a reativação da Case New Rolland (do grupo Fiat), produtora de máquinas agrícolas.  Em seu discurso tecnocrático, a ministra chefe da Casa Civil demonstrou profundo conhecimento diante da Zona Indústrial de Sorocaba, dizendo que é aqui que são produzidos os melhores equipamentos de energia eólica do Brasil e exportado para todo o mundo. Dilma, na minha opinião, parecia pisar em ovos. Talvez com receio de extravasar nas ideações e esbarrar com os limites impostos pelo eventual “exagero” do período “pré-eleitoral”…

Desconforto

Serra, visivelmente desconfortável (se bem que não é um poço de carisma) por dividir espaço com o presidente as estrelas petistas, além do ministro Miguel Jorge, esboçou provocações nas entrelinhas, mas miúdas demais para uma platéia de cerca de 400 pessoas dividida entre empresários, políticos locais e trabalhadores que sabem que a Case fechou na cidade, há 9 anos atrás, justamente por decisões equivocadas tomadas pelo governo FHC e pelo Estado de São Paulo comandado pelo tucano Covas/Alckmin.

Grito de guerra e silêncio

A chegada de Lula provocou frisson entre os operários da fábrica de trator. Mesmo isolado no puleiro da imprensa, dava para ouvir a vibração do velho coro, ensaiado pela classe trabalhadora desde os anos 80: “Olê, olê, olâ, Lula, Lula”. Quando o homem fez uso do microfone, anunciado pela mestre de cerimônias – jornalista conhecida do grande público, a âncora do Jornal da Globo,  Cristiane Pelajo -, parece que tudo parou.

Carismático

A oratória e o inexplicável carisma de Lula faz com que qualquer brasileiro desconfie de que ele é o presidente da República. A fala coloquial e as analogias futebolísticas fazem os ouvintes se sentirem interlocutores de um bate papo informal, com um velho amigo, regado à cerveja numa mesa de boteco. Já o humor de Serra, segundo o Jornal Bom Dia, do empresário J. Hawilla – seu amigo “pessoal”,  foi classificado como “uma simpatia impar”, seja lá o que isso queira dizer.

De saída

Bem, foi uma manhã muito interessante para mim, jovem repórter e ainda iniciante na cobertura política. Vi, percebi e aprendi muita coisa. Coisas que, certamente, gostaria de compartilhar contigo, amigo leitor. Mas deverei continuar mais tarde. Agora, sigo para São Paulo, rumo à PUC, onde curso minha pós-graduação. Até breve!

 

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