Voluntários levam alegria em asilos e hospitais

 Felipe Shikama

Neste sábado, 27 de março, é comemorado o Dia do Circo. A data foi criada em homenagem ao palhaço Piolim, o artista Abelardo Pinto. Natural de Ribeirão Preto, Abelardo era filho de um dono de circo e, desde pequeno, já fazia palhaçadas, contorcionismo e acrobacias.

Junto a um grupo de artistas espanhóis, que lhe deram o apelido de Piolim – algo parecido com barbante, devido às pernas cumpridas -, Aberlardo chegou a fazer espetáculos beneficentes e militava em movimentos artísticos e culturais, sempre preocupado em divulgar a arte como forma de expressão cultural.

Ele morreu em 1973 aos 76 anos. Todavia, o seu maior sonho, de consolidar a arte circense no país e alegrar pessoas, ainda vive – e encanta multidões.

Em Sorocaba, o encontro de alguns jovens sensibilizados pela vida, pela obra e, sobretudo, pelo objetivo defendido por Piolim culminou em 2007 na criação do grupo Dispostos a Alegrar.

Há seis meses com posse do certificado de Organização Não Governamental, o grupo reúne hoje dez membros e tem como “missão” levar alegria para hospitais, asilos e orfanatos de Sorocaba e toda a região.

“O meu trabalho de conclusão de curso (Enfermagem) foi uma pesquisa sobre a metodologia adotada pelo Pach Adams. Depois disso, eu fui conhecendo pessoas que dividiam as mesmas propostas e objetivos, daí, decidimos nos reunir e criar o grupo”, explica a fundadora da Ong, a enfermeira Fernanda Arruda.

Fãs da arte teatral e circense, os jovens iniciaram o trabalho como voluntários da ala de pediatria do Hospital Regional de Sorocaba. “Depois de ver a primeira pessoa sorrindo eu não quis parar mais”, comenta Beatriz Mendes, educadora física e voluntária do grupo.

Além das visitas periódicas nas instituições, o grupo finaliza sua sexta peça teatral. “Risos e Rabiscos”, por exemplo, fez uma viagem pelos contos de fadas, misturando a magia do circo, malabaristas, trapezistas, mágicas e tudo que não pode faltar em um espetáculo circense. “A gente tenta levar a peça em lugares aonde as crianças não tem acesso ao circo”, explica Fernanda.

Oficina de circo

A difusão da arte circense já foi mais além. Em janeiro de 2008 os membros do Dispostos a Alegrar realizaram a Oficina de Circo Recriando, no espaço “Território Jovem” e com o apoio da Secretaria da Juventude e Pastoral do Menor.

Atualmente o grupo luta, sem desânimo, na tentativa de retomar o diálogo com o poder público e iniciativa privada em busca de parcerias. “Nós somos todos voluntários, mas o grupo é praticamente a nossa vida. Toda ajuda é muito bem vinda, desde uma lona até madeiras para montarmos o picadeiro. Mas não sei o que acontece, parece que quem mais pode ajudar, não ajuda”, desabafa Fernanda que, neste ano, deverá apresentar pleitear financiamento público por meio da Lei de Incentivo à Cultura de Sorocaba.

Ações sociais

Visitas em hospitais, asilos, orfanatos. Oficinas e apresentação de peças teatrais com elementos circenses. O sentimento de pertencimento a um pequeno grupo que, efetivamente, arregaça as mangas para fazer a diferença não se esgota com estas ações. Entre a rotina de suas profissões, as visitas mensais às instituições e os intensos ensaios para as apresentações, os jovens ainda têm energia para promover campanhas de arrecadações de roupas, alimentos e brinquedos. “No ano passado arrecadamos mais de 400 brinquedos e, na noite de Natal, levamos para as crianças do Nova Esperança”, lembra Beatriz.

“A gente também realiza campanhas que visam arrecadar alimentos, produtos de higiene pessoal, brinquedos e roupas, onde poderão ser doados nos postos fixos de coleta, que são mudados mensalmente, ou também nos mutirões de arrecadação que aconteceram nos bairros de Sorocaba”, acrescenta Fernanda.

Não são todos os jovens que estão disponíveis a “sacrificar” seus domingos, ou mesmo “perder” a noite de Natal com suas famílias. “Qualquer voluntário interessado pode participar do grupo, basta ter disponibilidade e comprometimento”, convida Fernanda.

Beatriz reconhece que não são todos os jovens de sua idade dispostos a eventualmente se ausentar de um almoço de domingo com a família ou de uma festa de aniversário. “Mais gratificante que estar com a família é ver um paciente sorrir”, conclui

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4 comentários sobre “Voluntários levam alegria em asilos e hospitais

  1. Olá, tabém gostaria de saber como fazer visitas em orfanatos e asilos e fazer a entrega de presentes na noite de natal.

    obrigada

  2. Alguem por favor pode me passar os endereços e telefones dos orfanatos de Sorocaba e Votorantim, gostaria de ajudar os orfanatos locais. Desde já agradeço!

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