Infra-estrutura é prioridade, sim

Felipe Shikama

O Jornal Nacional divulgou nesta segunda-feira (16/08) resultados de uma pesquisa, feita nas cinco regiões do Brasil, em que os eleitores entrevistados elencam – em ordem crescente – as dez maiores prioridades para a política brasileira. A maior prioridade do país, segundo a população pesquisada, é a saúde. Em seguida, e obviamente não menos importante, aparece a educação. 

Numa breve análise às prioridades do topo da lista, podemos notar que, não por acaso, as propostas (eventualmente vagas) para temas complexos como “saúde e educação” são corriqueiros, e até banalizados, na verbalização desenfreada dos políticos, sejam eles postulantes à Presidência da República ou a uma cadeira nas câmaras de qualquer uma das mais de cinco mil cidades do Brasil.

Aliás, o binômio “saúde e educação” se faz presente no discurso eleitoral dos candidatos justamente por serem os temas mais prioritários, conforme resultados de pesquisas de opinião realizadas por todos os 30 partidos políticos que compõem o vasto espectro político-programático-ideológico do país.

Obviamente ninguém em sã consciência, sobretudo um tomador de decisões, ousaria contestar às prioridades pautadas e estabelecidas esmagadoramente pela população. Eu, na qualidade vil pitaqueiro (política é uma das poucas ciências em que todo mundo se arrisca comentar sem ter formação para isso), porém, arrisco contestar. Sob pena de perder seu acesso neste blog.

Isso porque o tema da infra-estrutura apareceu em último (10º) no ranking já pré-estabelecido pela equipe comandada pelo jornalista Marcelo Canellas. À frente de emprego, por exemplo, sabemos que fortes e necessários investimentos em infra-estrutura são decisivos para a recolocação de uma série de profissionais no mercado de trabalho.

Isso a curto prazo, pois, a construção e recuperação de rodovias, portos, aeroportos, hidrovias, entre outros equipamentos estruturantes do país, certamente contribuiriam diretamente para a solução de outros aspectos bem posicionados no ranking como “transporte público” e redução do “custo de vida”.

Apesar de seus resultados até o momento terem sido bem inferiores ao de seu anúncio oficial, as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) tem seguido essa lógica e colocado o Brasil nesta direção. Os fortes investimentos em infra-estrutura, como  azeite na engrenagem, são fundamentais para que a máquina do desenvolvimento retome corretamente seu trilho.

Dito isto, é preciso que essa possível política, capaz de priorizar a infra-estrutura nacional, diferentemente da época dos grandes investimentos executados durante governos do Estado Novo (Petrobrás) e, posteriormente, do Regime Militar (de Transamazônica, Rio Niteroi, Hidrelétrica de Itaipú), não perca de vista os indicadores fundamentais, centrados no desenvolvimento humano. E neste prisma, saúde e educação, consensualmente, são fundamentais.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s