Parceria entre governos visa erradicar o trabalho infantil

Quando veio morar em Sorocaba há pouco mais de um ano, no bairro do Mineirão, Everton de Paula Oliveira, 14 anos, não podia imaginar o muito que iria aprender neste período. Diferentemente de quando precisava ajudar no sustento de sua família, depois da escola, o garoto hoje em dia frequenta aulas de informática, dança, artesanato e futebol. O estudante está entre as 50 crianças e adolescentes atendidos pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), desenvolvido pela Prefeitura de Sorocaba no Centro de Integração Social (CIS) do Jd. Ipiranga.

O Peti é um programa do Governo Federal viabilizado em parceria com os municípios, que visa erradicar o trabalho entre as crianças e adolescentes de 7 a 15 anos de idade. De segunda à sexta-feira, eles vão ao CIS Ipiranga em horário diferente ao da escola onde assistem às aulas, tomam café da manhã ou um lanche da tarde, almoçam e recebem passe de ônibus. A Prefeitura ainda mantém assistência às famílias, com concessão de cesta-básica, atendimento social, reuniões mensais com os pais, para avaliação das crianças e frequência escolar.

Antes de integrar o Peti, Everton havia aprendido com a família a fazer chaveiros com miçangas, conhecimento que pode ensinar aos amigos nas aulas de artesanato. Além disso, foi nestas aulas que ele aprendeu a fazer cachecóis e tapetes, com os quais presenteou a mãe. “Também gosto muito da aula de informática porque, antes, não sabia nem mexer no computador”, explica.

Apesar de ser atendido pelo programa há bem menos tempo, Cleiton Rodrigues, 13 anos, já sentiu bastante diferença em sua rotina em pouco mais de um mês. Agora, além de aprender informática, cidadania, meio ambiente e artesanato, ele pode continuar a jogar futebol, como costumava passar suas tardes no Nova Esperança. “Mas aqui é bem melhor jogar futebol, pois temos ajuda do professor, ao invés de ficar o dia inteiro na rua”, destaca.

Acompanhamento permanente – Em Sorocaba, a Secretaria da Cidadania (Secid) encaminha para atendimento casos identificados por meio de rondas com assistentes sociais ou de ações do Conselho Tutelar, por exemplo, em feiras-livres, comércio ambulante, coletas de recicláveis ou como engraxates e flanelinhas. Por meio do cadastro das crianças, ainda é possível encaminhá-las para outros atendimentos, por exemplo, médico, psicológico e reforço escolar.

 A chefe da Seção de Apoio à Criança e Adolescente da Secid, Telma Durão Mendes, explica que o atendimento do Peti acontece por no máximo quatro anos, sendo que depois os jovens são encaminhados para outros programas de qualificação profissional, visando sua colocação no mercado de trabalho. “Através destas atividades, as crianças acabam tendo interação entre eles, sabendo dividir entre o grupo e respeitar o valor de cada um, não se sentindo excluídos”, destaca. 

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