Aumento da demanda impõe valorização do mercado imobiliário

Felipe Shikama (para o Jornal Ipanema)

O mercado imobiliário vive um momento de vendas em alta em Sorocaba. A procura é tanta que, nos últimos dois anos, casas e apartamentos na cidade ficaram até 80% mais caros. “Alguns imóveis, dependendo do padrão e da região, tiveram valorização de mais de 200% em apenas um ano”, comenta Willian Andrade, conselheiro do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-SP).

Nos últimos cinco anos, mesmo com o visivel aumento de ofertas de lançamentos o aumento médio do preço dos imóveis foi de 55%. “Depende da região e das condições do imóvel, mas, nesse período,  houve valorização que gira entre 40 e 70%. E grande parte desses imóveis ainda estão em fase de valorização, ou seja, fatalmente vão valer mais nos próximos anos”, analisa.

Flávio Amary, diretor regional do Secovi (Sindicato da Habitação), explica que a efervescência do mercado imobiliário ocorre por conta do aumento da demanda – devido à forte expansão do crédito imobiliário. Por outro lado, a escassez de áreas destinadas para a moradia acabam puxando os preços para cima. “A redução da burocracia nos últimos anos, a elevação da renda da população e o aumento do nível de emprego também ajudaram a impulsionar as vendas”, explica Amary. 

Além da grande procura pela casa própria, o dirigente sindical aponta características típicas de Sorocaba que, segundo ele, contribuem para o aumento dos preços dos imóveis. Ele revela que os novos investimentos na cidade, como a instalação da fábrica da Toyota, impulsionaram a valorização de moradias em determinadas regiões, para um patamar acima da média nacional. “As terras no entorno das avenidas do Sorocaba Total (complexo viário que vai integrar as avenidas Ulisses Guimarães, Franco Montoro e Mário Covas) também estão passando por uma grande valorização”, analisa.

Crédito habitacional

Na região de Sorocaba, a Caixa Econômica Federal fechou os dez primeiros meses deste ano com um total de R$ 871,9 milhões de crédito para a compra da casa própria, tendo sido assinados 10.160 contratos.

Segundo balanço divulgado pelo superintendente regional da Caixa, Sandro Vimer Valentini, desse total, R$ 479,9 milhões foram destinados ao Programa Minha Casa Minha Vida.

De acordo com o banco, o volume de recursos para o crédito habitacional, nos primeiros  dez meses deste ano, representa um crescimento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. “Na região de Sorocaba a expansão do crédito imobiliário foi decisiva para a consolidação de todas as principais economias desenvolvidas.”, explica o superintendente. 

A previsão é de que até final deste ano a aplicação de recursos em crédito imobiliário seja acima  R$ 1 bilhão na região de Sorocaba. “O desempenho da Caixa, em financiamento habitacional, é compatível com o atual ciclo de desenvolvimento econômico e de inclusão social do país. Mostra a capacidade da empresa para responder aos desafios da política habitacional do Governo Federal e articular projetos urbanos em parceria com os estados e municípios brasileiros”, comenta Valentini.

Superando expectativa

O resultado expressivo do semestre também pode ser associado à realização da sexta edição do Feirão Caixa da Casa Própria. O evento, que passou por Sorocaba, recebeu 23.325 visitantes e movimentou um volume de recursos de R$ 156,6 milhões . Os números confirmaram a expectativa do banco em superar as edições anteriores e representam um aumento de 50% em comparação ao volume movimentado no ano passado, de R$ 104 milhões.

No Programa Minha Casa Minha Vida, desde o lançamento, em abril de 2009, na região de Sorocaba foram assinados mais de 8.600 contratos no valor total de R$ 619,8 milhões.

Do total de recursos emprestados pela Caixa neste ano, R$ 871,9 milhões em 10.160 unidades, foram beneficiadas mais de 27 mil pessoas, gerando na região cerca de 24 mil empregos diretos e 51 mil empregos indiretos.

Dicas para comprar

Com mais facilidades de financiamento, aliado ao maior pode de compra da classe trabalhadora, a casa própria parece ter deixado de ser apenas uma miragem para aqueles que sonham em sair do aluguel. No entanto, é preciso se atentar a algumas dicas, antes de assinar o contrato e pegar as chaves do imóvel. “Mesmo diante de ofertas bastante atraentes, a primeira orientação é não se precipitar. É preciso analisar bem”, aconselha Willian Andrade, conselheiro do Conselho Regional dos Corretores Imobiliários (Creci).

Para não correr o risco de fazer um mau investimento e se arrepender depois, o profissional recomenda atenção na hora de analisar a minuta do contrato e também exigir toda documentação necessária do imóvel, como escritura e certidões negativas de débitos fiscais. “As imobliárias mais consolidadas contam com corpo jurídico, que dão todas as orientações necessárias para que o cliente consolide o negócio”, destaca Andrade.

Caso a opção seja por condomínio vertical, Andrade recomenda que, além do apartamento, o comprador verifique as condições gerais da área externa do condomínio. “Nessa hora, é importante conversar com o síndico e obter o maior número de informações, tanto sobre a região onde está situado o imóvel como os detalhes de manutenção do próprio condomínio”, sugere.

Ao escolher comprar um imóvel na planta, a dica é pesquisar a história e a atuação da empresa construtora/incorporadora e, se possível, visitar pelo menos uma obra já entregue por ela. “Peça uma cópia do registro da incorporação ao corretor e antes de assinar o contrato de Compra e Venda. Além disso, é importante acompanhar o estágio das obras por meio de visitas ao empreendimento ou pela internet. Muitas empresas oferecem o serviço em seus sites”, recomenda Flávio Amary.

Compra segura

Para ajudar os compradores nesse momento decisivo, o Jornal Ipanema consultou especialistas que elaboraram dicas de compra segura e responsável:

– Decida-se pela região onde quer morar e, principalmente, quanto pretende e pode gastar com a compra do imóvel.

– Se escolher condomínio, pense até quanto pretende ou pode pagar de taxa de rateio de despesas.

– Visite o local escolhido e verifique quais empreendimentos existem no entorno. Aproveite e analise a infraestrutura disponível na região, bem como os serviços oferecidos, como escolas, padarias, supermercados, farmácias, hospitais, linhas de ônibus e metrô próximos, parques.

– Visite o empreendimento durante o dia e, principalmente, à noite. Não tenha pressa. Vá a estandes de vendas, visite decorados, converse com corretores e pense muito, pois a decisão tem de ser responsável e exclusivamente da sua família. (Fonte: Secovi-SP)

– Ao optar pela compra de um usado, seja firme com o corretor quanto às definições do tipo de imóvel almejado. Dê preferência ao profissional que conhece o imóvel.

– Questione sobre aquilo que não entender e exija respostas claras e precisas. Muita atenção com os documentos do imóvel e do proprietário, que devem preferencialmente ser analisados por um advogado de sua confiança.

–  Após a liberação do financiamento, a assinatura da escritura do imóvel e a entrega das chaves, o comprador tem de pagar o ITBI à Prefeitura e as taxas de registro cartorárias. Juntas, elas correspondem a aproximadamente 4% do valor de compra do imóvel. Programe-se e faça uma reserva financeira. Nunca deixe de registrar sua escritura no Registro de Imóveis, mesmo que não tenha contratado financiamento. (Fonte: Secovi-SP).

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